Recebeu uma mensagem estranha? Antes de clicar, confira.
Uma mensagem convincente pode usar o nome de alguém que você conhece. Pare e confirme por outro caminho antes de enviar dinheiro ou informações.
O essencial antes de começar
- Pare antes de clicar, pagar ou enviar um código.
- Confira a história por um contato que você já conhece.
- Se já fez algo, escolha a orientação para sua situação.
Links externos abrem o serviço indicado. O manual não pede sua senha e não acessa sua conta.
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Preferimos vozes em português do Brasil disponíveis no seu aparelho. A qualidade varia por navegador. Algumas vozes usam um serviço externo; a leitura só começa quando você pedir.
Tempo estimado a 180 palavras por minuto. Faça as etapas no seu ritmo; praticar pode levar mais tempo.
Pare antes de tocar no link ou responder
Recebeu uma mensagem sobre uma entrega, uma dívida ou um prêmio? Não precisa decidir naquele instante. Deixe a conversa aberta apenas para ler, sem tocar em links, anexos ou botões. Uma ameaça de bloqueio pode ser justamente a tentativa de impedir que você pense com calma.
Procure três informações: quem diz estar falando, o que quer que você faça e qual seria a consequência de esperar. Se o pedido envolve dinheiro, senha ou código, a verificação precisa acontecer por outro caminho. Uma foto conhecida, uma marca ou um texto bem escrito não comprovam a identidade do remetente. Erros de português podem ser um sinal, mas mensagens falsas também podem estar perfeitamente escritas.
Leia o pedido, não apenas o nome do remetente
Abra os detalhes do contato tocando no nome ou número no alto da conversa. Observe o número e compare com o contato que você já tinha salvo, quando existir. Não salve um número novo como “banco” ou “filho” só porque a pessoa pediu. Esse nome seria uma anotação sua, não uma validação da identidade dela.
Exemplo fictício: “Seu pacote está parado. Pague agora uma pequena taxa”. O valor baixo pode servir para levar você a uma página que pede dados do cartão. Outro exemplo: “Mande o código que acabou de chegar para confirmar seu cadastro”. O código pode autorizar um acesso em seu nome. Identifique a ação solicitada antes de avaliar a história.
Se for empresa, abra o aplicativo que você já usa
Saia da conversa e volte à tela inicial. Abra o aplicativo do banco, da loja ou do serviço pelo ícone conhecido. Procure pedidos, notificações ou atendimento dentro dele. Se preferir um site, digite o endereço oficial que já conhece; não copie o link recebido para uma nova aba achando que isso o torna confiável.
Uma compra real pode ser acompanhada pela área de pedidos da loja. Uma suposta cobrança pode ser conferida pelo atendimento oficial. Se precisar telefonar, use o número do cartão, contrato ou aplicativo. Não use um telefone fornecido na própria mensagem suspeita para “confirmar” a mensagem. Isso poderia colocar você em contato com a mesma pessoa que a enviou.
Se for pessoa conhecida, confirme pelo contato antigo
Abra a lista de contatos do aparelho e ligue para o número que você já usava. Se não atender, tente outro familiar por um canal independente. Não envie dinheiro para testar se a história é verdadeira. Dizer “é só uma quantia pequena” não reduz o risco de perder o valor ou receber novos pedidos.
Uma pergunta pessoal pode ajudar, mas não é prova suficiente: informações de família podem estar em redes sociais ou conversas comprometidas. Voz e imagem também podem ser imitadas. Combine com pessoas próximas que pedidos financeiros inesperados serão confirmados por um contato já conhecido e com tempo para conferir. A pessoa legítima pode esperar essa verificação.
Android e iPhone: encontre bloquear e denunciar
No WhatsApp, abra a conversa e toque no nome ou número no alto para ver os dados do contato. Procure as opções Bloquear e Denunciar na área de informações; a posição pode mudar conforme a versão. Leia a confirmação antes de aceitar, inclusive o aviso sobre mensagens encaminhadas à plataforma como parte da denúncia.
Em SMS, e-mail e outros aplicativos, o menu pode usar nomes como Spam, Lixo eletrônico ou Bloquear remetente. Procure a ajuda do aplicativo se não encontrar. Não responda “pare” a uma mensagem fraudulenta apenas para tentar encerrar o contato. Antes de bloquear, guarde o que for necessário se houve pagamento ou outro prejuízo que precise ser relatado.
WhatsAppAbra os dados do contato- 1Conversa → nome no alto
- 2Informações do contato← aqui
- 3Bloquear
- 4Denunciar
Ilustração didática. Procure os nomes indicados; a aparência varia com o aparelho e a versão. As opções desenhadas não são botões para tocar nesta página. Guarde provas sem espalhar a fraude
Anote o número ou endereço do remetente, a data e o que foi solicitado. Se fizer uma captura de tela para levar ao banco ou às autoridades, preserve uma cópia original em local privado. Ao avisar um familiar, não encaminhe o link clicável nem divulgue dados pessoais de terceiros. Explique em palavras o tipo de abordagem.
Você pode escrever: “Recebi um pedido de dinheiro de um número novo usando sua foto. Não paguei e estou confirmando com você”. Essa mensagem informa o necessário sem criar outra corrente de boatos. Se a pessoa conhecida teve a conta comprometida, ela precisará seguir a recuperação oficial do serviço. Não tente entrar na conta dela por conta própria.
Se você já interagiu, escolha a resposta certa
Apenas ler, clicar, digitar uma senha, instalar um aplicativo e transferir dinheiro são situações diferentes. Anote o que realmente aconteceu. Se só abriu a página, feche sem fornecer dados. Se usou uma senha, procure a troca pelo serviço oficial em um aparelho confiável. Se instalou algo suspeito, interrompa operações sensíveis naquele aparelho.
Se houve transferência ou uso de cartão, fale imediatamente com o banco pelo canal oficial. Não espere acabar de ler todos os guias. Guarde o comprovante e descreva o ocorrido com precisão. O guia sobre links suspeitos ajuda a separar os próximos passos; o guia de golpe com Pix explica como procurar a contestação, sem prometer recuperação do dinheiro.
Treine a conferência com um exemplo simples
Leia este exemplo fictício: “Sou do suporte. Detectamos um problema. Instale este aplicativo e deixe a tela aberta”. Faça três perguntas: eu procurei esse suporte? Consigo confirmar dentro do serviço conhecido? O pedido daria acesso ao meu aparelho? Se a resposta ainda estiver incerta, pare e confirme por fora.
Ao terminar, escolha uma frase para usar quando houver pressão: “Vou conferir pelo aplicativo e retorno depois”. Você não precisa discutir nem provar que identificou o golpe. O objetivo é preservar suas contas, seu dinheiro e seu tempo. Uma rotina de verificação é mais útil do que tentar decorar todos os golpes, porque as histórias mudam e os pedidos perigosos se repetem.
Vai abrir um serviço citado? Consulte também a lista de links oficiais de bancos, órgãos e plataformas. Confira o endereço antes de entrar na conta.
Para conferir na fonte
As orientações abaixo ajudam a aprofundar este assunto. Ao seguir um link, você sai do nosso site.
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