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ENCOMENDA E COBRANÇA

Taxa dos Correios por SMS ou WhatsApp: como conferir

Uma mensagem diz que sua encomenda está parada e pede uma taxa. Antes de pagar, confira a compra e a cobrança por um caminho independente.

O essencial antes de começar

  • Não pague pelo link da mensagem. Abra o serviço oficial por outro caminho.
  • Uma taxa de importação pode existir; o que precisa ser conferido é a cobrança.
  • Nome e endereço corretos não provam que a mensagem é verdadeira.
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Preferimos vozes em português do Brasil disponíveis no seu aparelho. A qualidade varia por navegador. Algumas vozes usam um serviço externo; a leitura só começa quando você pedir.

Tempo estimado a 180 palavras por minuto. Faça as etapas no seu ritmo; praticar pode levar mais tempo.

  1. Pare e confira se existe uma compra sua

    Não pague só porque a mensagem informa um prazo curto. Primeiro, lembre qual compra você está esperando. Abra o aplicativo ou site da loja onde fez o pedido e procure a área de compras. Veja quem transporta a encomenda e qual código de rastreamento foi informado. Não responda à mensagem para pedir essas informações ao próprio remetente.

    Exemplo fictício: você comprou um casaco e recebe um aviso de “última chance para entrega”. O fato de realmente esperar um casaco não confirma a cobrança. Compare os detalhes do pedido com a informação encontrada na loja. Se não fez nenhuma compra, não crie um cadastro no link para “cancelar a encomenda”. Você pode interromper a abordagem sem fornecer qualquer dado.

  2. Abra os Correios fora da conversa

    No Android, abra o Chrome; no iPhone, abra o Safari ou o navegador que você costuma usar. Toque na barra de endereço e digite correios.com.br. Você também pode usar o botão oficial no início deste guia. Se já usa o aplicativo oficial dos Correios, abra pelo ícone que está no seu celular, sem instalar outro aplicativo indicado na mensagem.

    Procure a opção de rastreamento e use o código obtido no pedido da loja. Esse é um caminho separado do aviso suspeito. Se o site pedir uma conta para uma operação específica, confira novamente o endereço antes de entrar. Não entregue ao remetente o código recebido para acessar sua conta. Um atendimento por mensagem não precisa acompanhar sua senha enquanto você consulta uma entrega.

    Android ou iPhoneSaia da mensagem e confira
    1. 1Abrir seu navegador
    2. 2Digitar correios.com.br← aqui
    3. 3Rastrear pelo código da compra
    4. 4Consultar Minhas Importações, quando aplicável
    Ilustração didática. Procure os nomes indicados; a aparência varia com o aparelho e a versão. As opções desenhadas não são botões para tocar nesta página.
  3. Veja onde uma cobrança de importação deve aparecer

    Para uma remessa trazida pelos Correios, procure Minhas Importações no site ou aplicativo oficial. A Receita orienta que o pagamento relacionado à importação pelos Correios seja emitido nesse ambiente. Leia os dados da remessa, o que está sendo cobrado e a identificação do pagamento. Não reutilize um boleto recebido na conversa apenas porque o valor é parecido.

    Se a compra veio por uma transportadora privada, o procedimento pode ser diferente. Consulte a transportadora identificada no pedido por seu canal oficial. Não suponha que toda entrega aparecerá em Minhas Importações. Se não encontrar a encomenda, confirme o código e a empresa responsável antes de concluir que precisa pagar. A ausência de informação é motivo para esclarecer, não para confiar no link alternativo.

  4. Não confunda aviso informativo com pedido de pagamento

    Os Correios informam que podem enviar determinados SMS informativos, mas não enviam links diretos para pagamento. Portanto, não é correto pensar que toda mensagem com o nome Correios é falsa. A decisão segura é conferir a situação no próprio serviço, especialmente quando a mensagem pede dinheiro, senha ou dados de cartão.

    Uma fraude pode mostrar seu nome, endereço ou um código plausível. Esses dados podem ter sido obtidos em outro lugar. Também pode copiar logotipo, cores e uma página de rastreamento. Pergunte a si mesmo: encontrei a mesma obrigação ao abrir o serviço por conta própria? Se a resposta for não, não use a aparência da mensagem para preencher essa lacuna. Guarde o aviso se precisar explicar a situação ao atendimento.

  5. Confira antes de autorizar qualquer valor

    Se a cobrança foi confirmada dentro do canal oficial, leia a tela do banco antes de autorizar. Veja valor e destinatário. Havendo divergência, pare e consulte o serviço. Não faça um pagamento de teste para descobrir se a cobrança é verdadeira. Um valor pequeno também pode expor você a novas tentativas ou simplesmente ser perdido.

    Imagine que a mensagem pede uma taxa pequena e, depois do primeiro pagamento, aparece uma “taxa de liberação definitiva”. Não continue pagando para proteger o valor anterior. Volte ao canal oficial e verifique a situação real. Se a página de pagamento travar, consulte seu extrato antes de repetir. Guarde o comprovante da operação e a informação da encomenda em uma pasta privada, sem publicar seus dados completos.

  6. Se apenas abriu o link, escolha a resposta correta

    Feche a página e não aceite permissões, downloads ou notificações. Só abrir um endereço não comprova que o celular foi invadido. A resposta muda se você digitou uma senha, informou o cartão ou instalou um aplicativo. Use o guia Cliquei em um link suspeito para seguir o caminho correspondente ao que realmente aconteceu.

    Anote o que você fez sem se culpar: “abri”, “digitei”, “paguei” ou “instalei”. Essa descrição ajuda muito mais do que dizer apenas “meu celular pegou vírus”. Se informou uma senha, troque-a pelo aplicativo ou site verdadeiro, preferencialmente em um aparelho confiável. Se instalou algo sob orientação do remetente, pare operações sensíveis nesse aparelho e procure ajuda técnica de confiança.

  7. Se pagou ou informou cartão, procure o banco

    Avise seu banco imediatamente pelo canal oficial. Explique o que aconteceu e peça orientação para proteger a conta e contestar a operação. Se foi Pix, consulte também nosso guia sobre a análise pelo mecanismo de devolução. Não espere o suposto entregador responder para avisar o banco. Recuperar o dinheiro depende do caso; não existe promessa de estorno automático.

    Guarde a mensagem, o endereço da página, o comprovante e o protocolo do atendimento. Se precisar registrar ocorrência, use o canal oficial da polícia do seu estado e informe fatos, datas e valores. Não envie esses documentos para perfis que oferecem recuperação em comentários de redes sociais. Quem pede mais dinheiro para “rastrear a taxa” pode estar tentando aplicar outro golpe.

  8. Prepare um jeito simples de acompanhar as próximas compras

    Mantenha uma anotação com a loja, o número do pedido e a transportadora. Assim, quando chegar um aviso, você sabe onde começar a conferência. Não precisa criar uma planilha complicada: uma nota privada com poucas linhas já ajuda. Ao concluir a entrega, marque o pedido como recebido depois de conferir o produto.

    Se ajuda um familiar, mostre como abrir o pedido e deixe que ele faça a consulta. Combine uma regra fácil: cobrança inesperada de entrega será conferida no serviço oficial antes de pagar. Você pode compartilhar este guia pelo botão Compartilhar, sem encaminhar junto o link suspeito. Ensinar o caminho de conferência é mais útil do que decorar uma lista de frases que os golpistas podem mudar amanhã.

Dúvidas que podem aparecer

Toda taxa de importação é golpe?

Não. Podem existir cobranças legítimas. Para remessas pelos Correios, confira em Minhas Importações. Para transportadora privada, use o canal oficial dela.

A mensagem sabe meu endereço. Posso confiar?

Esse dado não autentica o remetente. Confira o pedido e a cobrança fora da conversa antes de fornecer dados ou dinheiro.

Vai abrir um serviço citado? Consulte também a lista de links oficiais de bancos, órgãos e plataformas. Confira o endereço antes de entrar na conta.

Para conferir na fonte

As orientações abaixo ajudam a aprofundar este assunto. Ao seguir um link, você sai do nosso site.

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