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CUIDADO COM PEDIDOS DE SELFIE

Golpe da biometria facial: pediram uma selfie para entrega ou benefício

Se alguém pediu uma selfie para entregar um presente, liberar um benefício ou confirmar um cadastro inesperado, pare antes de continuar. Confira a finalidade diretamente com a empresa ou o órgão citado. Se você já fez o reconhecimento facial, registre o que aconteceu e procure a instituição envolvida se houver indício de uso indevido. Uma foto, sozinha, não confirma que abriram uma conta ou fizeram um empréstimo no seu nome.

Faça isto primeiro

  • Não faça reconhecimento facial por orientação de um desconhecido sem conferir o serviço e a finalidade.
  • Se já enviou a imagem, guarde os registros e verifique avisos, contas ou contratos que não reconhece.
  • Se apareceu uma operação indevida, conteste com a instituição responsável e registre os fatos pelos canais oficiais.
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Tempo estimado a 180 palavras por minuto. Faça as etapas no seu ritmo; praticar pode levar mais tempo.

  1. Descubra o que estão pedindo para você autorizar

    Uma pessoa aparece com uma entrega inesperada ou envia uma mensagem dizendo que falta uma foto para liberar um benefício. Antes de olhar para a câmera, pergunte qual empresa ou órgão está pedindo a imagem, para qual finalidade e em qual aplicativo a confirmação será feita.

    Se a pessoa evita explicar, esconde a tela ou insiste que você precisa fazer movimentos com o rosto imediatamente, interrompa. Não repita a captura para ‘corrigir um erro’ sem entender o que aparece no aparelho.

  2. Confira a entrega ou o benefício por outro caminho

    Abra o aplicativo em que fez a compra ou consulte o serviço oficial que você já utiliza. Confira se existe um pedido correspondente, quem é o responsável pela entrega e quais etapas o serviço informa. Em uma promessa de benefício, procure o órgão citado independentemente da mensagem recebida.

    Não use como confirmação o telefone, link ou QR Code fornecido pela própria pessoa que fez o pedido. Um uniforme, crachá ou conhecimento do seu nome pode tornar a abordagem convincente, mas não esclarece a finalidade da captura.

  3. Entenda o risco sem abandonar a biometria legítima

    A biometria facial é usada em serviços reais para verificar identidade. O cuidado está em saber qual serviço você acessou e qual operação está confirmando.

    O Banco Central alerta que, no golpe do presente, dados e selfies pedidos como confirmação de entrega podem ser usados para abrir contas ou contratar empréstimos. Em junho de 2026, a Polícia Civil do Maranhão relatou investigação sobre coleta de biometria sob falsos pretextos para empréstimos. Esses alertas mostram um risco concreto; não permitem concluir que qualquer fotografia produz uma contratação.

  4. Se já fez a selfie, anote o contexto antes de apagar nada

    Registre quando e onde aconteceu, o que prometeram e quais informações você forneceu. Diferencie uma foto enviada em conversa, uma captura feita no aparelho de outra pessoa e um reconhecimento facial dentro de um aplicativo que você abriu.

    Guarde mensagens, links, comprovantes de entrega e identificação do perfil usado no contato. Não retorne à página suspeita apenas para obter uma captura de tela e não peça uma nova demonstração ao suposto atendente.

  5. Procure sinais de uso indevido e a instituição responsável

    Confira notificações e movimentações nos aplicativos que você usa. Procure contratos, descontos ou avisos de abertura de conta que não reconhece.

    Na orientação sobre o golpe do presente, o Banco Central indica o Relatório de Contas e Relacionamentos, no Registrato, quando a pessoa desconhece o banco utilizado. O relatório ajuda a identificar relacionamentos; ele não substitui a análise de uma contratação pela instituição. A ausência de um sinal naquele momento também não comprova que nenhum uso indevido poderá aparecer.

  6. Conteste uma conta ou um empréstimo que você não reconhece

    Se identificar uma operação desconhecida, procure a instituição responsável pelo aplicativo ou canal oficial e diga claramente que não reconhece a contratação. Relate a abordagem que envolveu sua imagem e peça orientações para contestar e proteger o acesso. Anote protocolo, data e a resposta recebida.

    Não aceite pagar uma taxa a quem fez a abordagem para ‘cancelar o cadastro’, nem transfira um crédito desconhecido para uma chave indicada na conversa. Se entrou dinheiro que você não solicitou, informe isso ao banco antes de movimentá-lo.

  7. Cuide também das senhas e dos acessos expostos

    Pense no que acompanhou a foto: você contou uma senha, leu um código recebido por SMS, instalou um aplicativo ou permitiu acesso remoto? Se forneceu uma senha, altere-a pelo serviço oficial usando um aparelho confiável e revise os acessos disponíveis na conta.

    Se instalou algo por orientação da pessoa, pare de usar esse aparelho para operações sensíveis até obter ajuda técnica de confiança. Não instale outro programa indicado por um contato que apareceu oferecendo socorro. Trocar uma senha pode proteger uma conta, mas não apaga a imagem já enviada nem resolve sozinho uma contratação que precisa ser contestada.

  8. Registre a ocorrência e continue pelo canal confirmado

    Havendo indício de fraude, procure a Polícia Civil do seu estado pelo canal oficial para orientação sobre o registro da ocorrência. Conte os fatos e entregue os documentos pertinentes no atendimento protegido.

    Acompanhe os protocolos junto à instituição e guarde as respostas. Se alguém reaparecer prometendo apagar sua biometria de todos os sistemas ou recuperar valores mediante pagamento antecipado, não prossiga. O Manual Digital do Brasileiro é educativo: não recebe documentos para investigar casos, não cancela contratos e não presta serviço de recuperação de dinheiro.

Dúvidas que podem aparecer

Fizeram uma foto do meu rosto. Já fizeram um empréstimo?

Não é possível concluir isso apenas pela foto. Verifique o contexto e eventuais operações desconhecidas. Se encontrar uma, procure a instituição responsável e informe a captura suspeita.

Toda prova de vida com reconhecimento facial é golpe?

Não. Existem procedimentos legítimos. Confirme a exigência no serviço oficial e entenda a operação antes de fazer a captura; não se baseie somente em uma ligação ou mensagem inesperada.

Trocar a senha resolve o golpe da selfie?

A troca ajuda se a senha foi exposta, mas não remove a imagem enviada. Contas e contratos desconhecidos precisam ser verificados e contestados diretamente com a instituição envolvida.

Vai abrir um serviço citado? Consulte também a lista de links oficiais de bancos, órgãos e plataformas. Confira o endereço antes de entrar na conta.

Para conferir na fonte

As orientações abaixo ajudam a aprofundar este assunto. Ao seguir um link, você sai do nosso site.

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