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RECONHEÇA O GOLPE

Recebi uma mensagem do governo cobrando uma taxa. Como conferir?

Mensagens falsas podem usar nomes de órgãos públicos e ameaçar bloquear um cadastro para pressionar você a pagar. O governo mantém alertas sobre esse tipo de abordagem.

O essencial antes de começar

  • Confira o aviso fora da mensagem recebida.
  • Não faça um Pix para regularizar uma ameaça sem consultar o serviço.
  • Conhecer seu nome ou CPF não prova que o remetente é do governo.
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Tempo estimado a 180 palavras por minuto. Faça as etapas no seu ritmo; praticar pode levar mais tempo.

  1. Não pague por causa de ameaça recebida por mensagem

    Uma mensagem pode mencionar CPF bloqueado, dívida ativa, imposto, benefício ou encomenda retida. O uso de brasão, cores do governo e seu nome não comprova que veio de um órgão público. Golpistas podem usar dados verdadeiros para pressionar você a pagar ou fornecer informações.

    Não toque no link nem telefone para o número indicado antes de conferir por outro caminho. Anote qual órgão a mensagem menciona e o que está cobrando. Se ela exige uma decisão imediata e tenta impedir a consulta oficial, interrompa a conversa. Uma dúvida sobre tributo ou benefício precisa ser esclarecida no serviço competente; um remetente desconhecido não deve decidir sozinho para onde você envia dinheiro.

  2. Abra o portal oficial pelo navegador ou aplicativo conhecido

    No Android, abra o Chrome; no iPhone, abra Safari ou seu navegador habitual. Toque na barra de endereço e digite gov.br para procurar o serviço correspondente, ou use o aplicativo oficial que você já utiliza. Não copie o endereço da mensagem suspeita como se isso fosse uma confirmação.

    Pesquise o nome do serviço dentro do portal oficial e leia a descrição. Se o órgão tiver um endereço próprio, confira o link indicado pelo portal. Não basta encontrar “gov” em qualquer parte de um endereço. Uma palavra familiar no caminho da página pode estar dentro de um domínio diferente. Use o guia sobre endereços se não souber distinguir essas partes.

    Android / iPhoneAbra você mesmo o serviço
    1. 1Navegador → barra de endereço
    2. 2gov.br← aqui
    3. 3Buscar serviço ou órgão
    4. 4Conferir no canal oficial
    Ilustração didática. Procure os nomes indicados; a aparência varia com o aparelho e a versão. As opções desenhadas não são botões para tocar nesta página.
  3. Se mencionam Receita Federal, confira a cobrança no serviço certo

    A Receita Federal mantém orientação específica sobre falsas cobranças, incluindo mensagens sobre compras internacionais. No exemplo de WhatsApp descrito pela Receita, a recomendação é não clicar e buscar informação nos canais oficiais. Isso não significa que nunca exista uma obrigação tributária; significa que aquela mensagem não deve ser aceita como prova da cobrança.

    Procure o serviço de consulta de comunicações de cobrança no portal oficial da Receita, conforme o assunto. Leia como acessar e quais dados são pedidos. Se for necessário identificar-se, faça isso apenas no fluxo oficial. Não mande senha gov.br ou código de autenticação para alguém que diz poder consultar a dívida por você.

  4. Se mencionam encomenda, consulte o pedido e o transportador

    Abra o aplicativo ou site da loja onde comprou e veja o pedido. Confira o transportador e o código de acompanhamento que já constam ali. Depois consulte o canal oficial correspondente. Uma mensagem pode mencionar um pacote real, mas alterar o destino do pagamento de uma suposta taxa.

    Compare datas e informações sem clicar no link recebido. Se o aviso diz que a entrega será cancelada hoje, entre no atendimento oficial para entender a situação. Não conclua que toda taxa é falsa nem que toda mensagem com seu endereço é verdadeira. O que importa é confirmar a obrigação e o meio de pagamento diretamente no serviço responsável, antes de fornecer cartão ou transferir dinheiro.

  5. Reconheça pedidos de senha, documento e acesso remoto

    Uma cobrança falsa pode começar pedindo um valor pequeno e depois solicitar CPF, foto de documento, senha ou instalação de aplicativo. Pergunte por que cada dado seria necessário e se o canal oficial realmente o solicita para a tarefa. Não entregue acesso remoto ao celular para alguém “regularizar” seu cadastro por uma ligação inesperada.

    Se o site aberto pede uma permissão que não entende, recuse e volte ao portal conhecido. Não fotografe documentos para enviar em grupos ou formulários cujo responsável você não confirmou. Quem ajuda pode orientar os passos, mas você deve manter o controle da identificação. A senha gov.br dá acesso a serviços importantes e precisa ser tratada como informação privada.

  6. Guarde a mensagem e denuncie pelo canal do aplicativo

    Preserve remetente, data e conteúdo se houver prejuízo ou necessidade de relatar a tentativa. Faça uma cópia privada antes de ocultar informações em uma imagem que pretende compartilhar. No aplicativo de mensagens, procure as opções de bloquear e denunciar, lendo o que será enviado à plataforma.

    Para alertar alguém, descreva o golpe sem encaminhar o link clicável. Você pode dizer: “Recebi uma cobrança de imposto por mensagem, mas vou conferir no portal oficial”. Isso ensina o procedimento sem criar uma corrente alarmista. Se quiser comunicar a um órgão, procure seu canal oficial de atendimento ou denúncia. Não envie informações pessoais a um número indicado pela própria mensagem suspeita.

  7. Se pagou ou informou dados, aja conforme a exposição

    Se houve Pix ou cartão, avise imediatamente o banco pelos canais oficiais e explique a cobrança falsa. Guarde comprovantes e protocolos. Se informou uma senha, troque-a pelo serviço verdadeiro em um aparelho confiável e revise meios de recuperação e sessões. Se instalou um aplicativo suspeito, pare operações sensíveis naquele aparelho.

    Não pague uma segunda taxa para “cancelar o boleto”, “liberar o estorno” ou “retirar seu nome da lista”. A pessoa pode continuar explorando a mesma preocupação. Siga o guia de link suspeito para separar as providências. Para uma pendência real que você descobriu durante a consulta oficial, peça orientação ao órgão competente sem confundi-la com o pedido do remetente falso.

  8. Confira o que é fato e o que era apenas ameaça

    Ao terminar, escreva duas linhas: o que a mensagem alegava e o que você encontrou no canal oficial. Se não conseguiu concluir a consulta, registre a dúvida e o próximo atendimento a procurar. Não transforme a ausência de resposta imediata em motivo para pagar à pessoa que pressionou você.

    Exercício: uma mensagem conhece seu nome e diz que seu CPF será bloqueado se não pagar hoje. O próximo passo é abrir o serviço oficial por conta própria, não enviar um documento para provar que você é o titular ao remetente. Dados corretos podem estar numa história falsa. Uma rotina de verificação evita depender da aparência de cada cobrança e permite lidar com pendências verdadeiras pelo caminho adequado.

Vai abrir um serviço citado? Consulte também a lista de links oficiais de bancos, órgãos e plataformas. Confira o endereço antes de entrar na conta.

Para conferir na fonte

As orientações abaixo ajudam a aprofundar este assunto. Ao seguir um link, você sai do nosso site.

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